O que diz a CHC sobre os 'cães fantasmas' — e por que o caso chegou ao Paraná

· 5 min de leitura

Procedimento cirúrgico veterinário em programa público de castração

O caso dos 'cães fantasmas' nasceu de registros do programa Castra+ em São Paulo, mas chegou ao Paraná por dois motivos: a entidade executora — a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar (CHC) — é a mesma que opera o Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, e parte dos recursos do programa veio de emendas de um deputado paranaense. Reunimos a posição da entidade.

A versão da entidade

A CHC afirma que as inconsistências apontadas nos cadastros do Castra+ paulista não significam procedimentos fictícios. Segundo a associação, o sistema federal SinPatinhas apresentou instabilidades operacionais ao longo da execução, ficando fora do ar em determinadas ocasiões — o que obrigou parte dos cadastros a ser concluída após o atendimento e explicaria ausências de nome completo de tutores em parcela dos registros.

A entidade diz ter comunicado as falhas ao Ministério do Meio Ambiente, com registro do momento em que ocorreram, e sustenta que nenhum pagamento acontece sem que a castração seja feita, comprovada e lançada no sistema — afastando, em sua avaliação, prejuízo ao erário.

Para a CHC, microchip 'não localizado' na auditoria não é sinônimo de animal inexistente, mas de cadastro pendente no sistema federal.

A conexão com o Paraná

O deputado federal Matheus Laiola (União-PR) destinou emendas parlamentares à CHC. Esse é o elo que trouxe o caso paulista para o noticiário paranaense. Vale lembrar que a indicação de emenda não se confunde com a execução: a habilitação da entidade e a fiscalização do convênio cabem ao órgão público responsável.

O contraste de Curitiba

Enquanto o Castra+ paulista é apurado, a mesma entidade mantém em Curitiba uma operação avaliada positivamente: o Hospital Veterinário Municipal se aproxima de 60 mil procedimentos gratuitos, com telemedicina e emergência 24h. A CHC afirma que a apuração de São Paulo não tem relação com a unidade curitibana.

Pontos principais

  • A CHC atribui as inconsistências a instabilidades do SinPatinhas
  • Emendas do deputado Matheus Laiola (União-PR) ligam o caso ao Paraná
  • Indicar emenda não é executar: habilitação e fiscalização são do órgão público
  • Em Curitiba, a entidade opera hospital com ~60 mil procedimentos gratuitos

Giro de Fatos

As notícias que giram o Brasil

© 2026 Giro de Fatos

Jornalismo independente