O que diz a CHC sobre os 'cães fantasmas' — e por que o caso chegou ao Paraná
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O caso dos 'cães fantasmas' nasceu de registros do programa Castra+ em São Paulo, mas chegou ao Paraná por dois motivos: a entidade executora — a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar (CHC) — é a mesma que opera o Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, e parte dos recursos do programa veio de emendas de um deputado paranaense. Reunimos a posição da entidade.
A versão da entidade
A CHC afirma que as inconsistências apontadas nos cadastros do Castra+ paulista não significam procedimentos fictícios. Segundo a associação, o sistema federal SinPatinhas apresentou instabilidades operacionais ao longo da execução, ficando fora do ar em determinadas ocasiões — o que obrigou parte dos cadastros a ser concluída após o atendimento e explicaria ausências de nome completo de tutores em parcela dos registros.
A entidade diz ter comunicado as falhas ao Ministério do Meio Ambiente, com registro do momento em que ocorreram, e sustenta que nenhum pagamento acontece sem que a castração seja feita, comprovada e lançada no sistema — afastando, em sua avaliação, prejuízo ao erário.
Para a CHC, microchip 'não localizado' na auditoria não é sinônimo de animal inexistente, mas de cadastro pendente no sistema federal.
A conexão com o Paraná
O deputado federal Matheus Laiola (União-PR) destinou emendas parlamentares à CHC. Esse é o elo que trouxe o caso paulista para o noticiário paranaense. Vale lembrar que a indicação de emenda não se confunde com a execução: a habilitação da entidade e a fiscalização do convênio cabem ao órgão público responsável.
O contraste de Curitiba
Enquanto o Castra+ paulista é apurado, a mesma entidade mantém em Curitiba uma operação avaliada positivamente: o Hospital Veterinário Municipal se aproxima de 60 mil procedimentos gratuitos, com telemedicina e emergência 24h. A CHC afirma que a apuração de São Paulo não tem relação com a unidade curitibana.
Pontos principais
- ✓A CHC atribui as inconsistências a instabilidades do SinPatinhas
- ✓Emendas do deputado Matheus Laiola (União-PR) ligam o caso ao Paraná
- ✓Indicar emenda não é executar: habilitação e fiscalização são do órgão público
- ✓Em Curitiba, a entidade opera hospital com ~60 mil procedimentos gratuitos